Junto à estátua equestre do Terreiro do Paço, um sem-abrigo dorme. Junto a ele estão dois cães, visíveis nas imagens de outros ângulos. O normal é que seja desfocada apenas a cara das pessoas que aparecem nas imagens, por óbvias razões de privacidade. Neste caso, não foi assim. Foi desfocado todo o corpo, como se não se quisesse mostrar a sua presença ali.
sexta-feira, 26 de maio de 2017
domingo, 21 de maio de 2017
Os fantasmas do cemitério
Imagem: Google StreetView
Uma equipa prepara-se para iniciar (ou abandonar) trabalhos num cemitério em Okuma, Fukushima, Junho de 2013.
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Snowdonia
Cordeiros atravessam
uma estrada, um pouco assustados com a aproximação do carro do
GoogleStreetView, em Snowdonia, País de Gales.
O mundo é vasto e em grande parte um imenso paraíso (a parte que conseguimos não estragar). Todos queremos acesso a esse mundo, mas há duas coisas que o impedem e que, no fundo, se resumem a uma: o tempo e a desigualdade. Mesmo que vivêssemos milénios, deixaríamos por visitar recantos maravilhosos deste planeta, se os quiséssemos visitar como deve ser, não apenas de passagem, mas mergulhando na sua história e nos seus mistérios, comungando da vida que eles permitam.
Para alguns, a sobrevivência não é uma questão de tempo. Senhores de todo o seu tempo, podem usá-lo como quiserem, por exemplo a conhecer o mundo. Mas a maioria, para sobreviver, tem de permanecer no mesmo local a maior parte da sua vida, quando não toda ela. Nunca poderá conhecer o que está para além do horizonte que a rodeia.
Por outro lado, o livre acesso de todos os seres humanos a todos os locais do planeta, admitindo que éramos globalmente mais ricos do que na realidade somos e que a riqueza estava suficientemente bem distribuída para que todos pudéssemos viajar pelo mundo inteiro, faria com que estragássemos tudo num ápice. Muitos sítios são frágeis e não aguentariam tamanha pressão. É o que aliás já está a acontecer um pouco por todo o mundo em algumas das mais famosas "landmarks".
Temos de admitir que a igualdade, na sua forma extrema de repartição igualitária, nunca vai acontecer. Nunca aconteceu, é quase sempre uma ilusão prometida como alcançável, mas a História mostra que a desigualdade, em lugar de diminuir, até se tem acentuado em muitos dos seus aspectos.
A estrada que se vê nesta imagem é estreita e barrada por cancelas, como que a dizer "vem, mas não tragas um veículo demasiado grande nem muita gente atrás de ti, passa devagar e não estragues o que vês".
Não é possível ver o mundo totalmente sem interagir com ele. Precisamos ao menos de falar com os habitantes dos locais por onde vamos passando e, com isso, já estamos a alterar o mundo. Alguém, de entre nós ou deles, tem de aprender uma língua estranha, para que a comunicação seja possível. Os habitantes locais vão comer e dormir a suas casas. Os visitantes também precisam de comer, dormir e, eventualmente, lavar-se — o que cria a necessidade de uma indústria hoteleira tanto mais importante quanto mais elevado o número e as exigências dos visitantes. Essa indústria vai alterar irremediavelmente o estilo de vida local. O camponês passa a barman e, à noite, o barulho das discotecas não deixa as ovelhas dormir tranquilas…
Por outro lado, o livre acesso de todos os seres humanos a todos os locais do planeta, admitindo que éramos globalmente mais ricos do que na realidade somos e que a riqueza estava suficientemente bem distribuída para que todos pudéssemos viajar pelo mundo inteiro, faria com que estragássemos tudo num ápice. Muitos sítios são frágeis e não aguentariam tamanha pressão. É o que aliás já está a acontecer um pouco por todo o mundo em algumas das mais famosas "landmarks".
Temos de admitir que a igualdade, na sua forma extrema de repartição igualitária, nunca vai acontecer. Nunca aconteceu, é quase sempre uma ilusão prometida como alcançável, mas a História mostra que a desigualdade, em lugar de diminuir, até se tem acentuado em muitos dos seus aspectos.
A estrada que se vê nesta imagem é estreita e barrada por cancelas, como que a dizer "vem, mas não tragas um veículo demasiado grande nem muita gente atrás de ti, passa devagar e não estragues o que vês".
Não é possível ver o mundo totalmente sem interagir com ele. Precisamos ao menos de falar com os habitantes dos locais por onde vamos passando e, com isso, já estamos a alterar o mundo. Alguém, de entre nós ou deles, tem de aprender uma língua estranha, para que a comunicação seja possível. Os habitantes locais vão comer e dormir a suas casas. Os visitantes também precisam de comer, dormir e, eventualmente, lavar-se — o que cria a necessidade de uma indústria hoteleira tanto mais importante quanto mais elevado o número e as exigências dos visitantes. Essa indústria vai alterar irremediavelmente o estilo de vida local. O camponês passa a barman e, à noite, o barulho das discotecas não deixa as ovelhas dormir tranquilas…
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Viaje por ali clicando nas setas das imagens ou usando o mapa:
domingo, 13 de novembro de 2016
Porco-espinho
Aquele monstro cheio de espinhos parece ter sido colocado ali propositadamente para agredir e escorraçar tudo o que se encontra à sua volta.
(Rua Martens Ferrão, Lisboa. Mamarracho moderno junto ao Palácio Sottomayor).
domingo, 6 de novembro de 2016
"Cemetrport"
Se o piloto errar a manobra, em vez de aterrar na pista, aterra no cemitério.
Aeroporto de Bilbau/Bilbao.
sábado, 15 de outubro de 2016
Afirmação individualista
Ele quis mostrar-se integrado, pela forma e pelo enquadramento, mas tinha de se distinguir do resto. Para isso usou a cor e o contraste.
Av. Aureliano Barrigas — Vila Real.
Av. Aureliano Barrigas — Vila Real.
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Out of water
Rio Colorado, perto da foz, em San Luís Rio Colorado, México, no ponto exacto onde deixa de "correr" ao lado do território dos Estados Unidos. A imagem é do lado montante.
Olhando um pouco mais para a direita, vê-se a fronteira (gradeamento ou vedação que separa os dois países).
Para que não se fique com a ideia de que os USA não deixam correr nem uma gota de água para o México, é bom saber que o rio tem um canal por onde é derivada a água para rega, um pouco mais acima.
Por este canal corre (o que resta d)a água do Rio Colorado.
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